Dermatite Atópica na Infância: Sintomas, Causas, Tratamento e Cuidados no Dia a Dia

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Dra. Mirelle Furlan — Médica | Saúde da Pele | Moema, São Paulo

📚 Este capítulo faz parte do Guia de Estudos em Dermatologia Clínica — Dra. Mirelle Furlan

Pilar: Dermatite Atópica: Causas, Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
Capítulo: 1 de 2
Próximo capítulo: 2 – Dermatite Atópica em Adultos

Página-índice da coleção: Doenças da Pele →

Conteúdo educativo elaborado com base em evidências científicas e destinado à educação em saúde. As informações aqui apresentadas não substituem avaliação médica individualizada nem devem ser utilizadas para automedicação — especialmente em crianças.

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Pele seca que repuxa, bochechas vermelhas, uma coceira que não deixa o bebê dormir. Para muitas famílias, a dermatite atópica começa assim — e vem acompanhada de perguntas: é alergia? Passa com a idade? Que sabonete usar? O corticoide faz mal?

A dermatite atópica é uma das doenças de pele mais frequentes da infância. Em cerca de 60% dos casos, os primeiros sinais surgem no primeiro ano de vida; a maior parte das crianças tem a forma leve e melhora ao longo do crescimento. Ainda assim, controlar bem as crises faz enorme diferença para o sono, o humor e a rotina de toda a família.

Neste capítulo, aprofundamos para a faixa etária pediátrica o que a página-pilar apresenta em visão geral: como a doença aparece em cada idade, o que desencadeia as crises, como é o tratamento e o que fazer no dia a dia. Para a doença no adulto, veja o Capítulo 2.

O Que É a Dermatite Atópica na Infância?

A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória crônica da pele que alterna períodos de crise e de melhora e se manifesta como eczema: pele vermelha, seca, descamativa e muito coçada. Não é contagiosa e não tem relação com falta de higiene. Costuma ocorrer em crianças com histórico pessoal ou familiar de atopia — asma, rinite alérgica ou a própria dermatite atópica.

Duas características definem a doença: a pele seca (xerose), que perde água com facilidade, e um limiar baixo para a coceira. O prurido é o sintoma central e alimenta um ciclo difícil de quebrar: coça, a pele lesa, inflama, e coça mais.

Segundo o guia da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), cerca de 60% dos casos começam no primeiro ano de vida, a forma leve acomete cerca de 80% das crianças afetadas e, em cerca de 70% dos casos, há melhora gradual até o final da infância. Estudos de acompanhamento mostram picos de prevalência de até 20% nos primeiros anos, caindo para cerca de 5% na segunda década de vida.

Em resumo
A dermatite atópica não é contagiosa e não é “alergia a um produto”.
É crônica, mas controlável — o objetivo é manter a pele calma por longos períodos.
A maioria das crianças tem a forma leve e melhora com o crescimento.

Por Que a Dermatite Atópica Acontece?

A origem é multifatorial: resulta da combinação entre predisposição genética, falha na barreira da pele e uma resposta imunológica exagerada.

Genética e histórico familiar

Filhos de pais atópicos têm maior risco. Alterações no gene da filagrina — proteína importante para a barreira da pele — afetam de 20% a 50% dos pacientes e se associam a maior risco e maior gravidade da doença.

Barreira da pele comprometida

A pele atópica tem menos ceramidas e menor capacidade de reter água. Funciona como um muro de tijolos com argamassa falha: perde água por dentro e deixa entrar irritantes, alérgenos e micro-organismos por fora. Por isso a pele fica seca e a bactéria Staphylococcus aureus coloniza as crianças com DA com muito mais frequência do que as demais — o que pode manter e agravar as crises.

Sistema imunológico

Na pele inflamada predominam mensageiros como a IL-4, a IL-13 e a IL-31 — esta última diretamente ligada à coceira. É esse mecanismo que os medicamentos biológicos modernos bloqueiam (veremos adiante).

Gatilhos das crises

Com a predisposição instalada, alguns fatores desencadeiam ou agravam as crises:

GatilhoExemplosO que fazer
IrritantesSabão em barra e detergentes, cloro de piscina, banho quente e demorado, fricçãoSabonete suave; banho morno e curto; enxaguar e hidratar após a piscina
Calor e suorClima quente, excesso de agasalho, atividade intensaRoupas leves; banho e hidratação após suar
TecidosLã, fibras sintéticas, etiquetasAlgodão; cortar etiquetas; lavar roupas novas antes do uso
InfecçõesBactérias (Staphylococcus aureus), vírus, infecções respiratóriasReconhecer os sinais e tratar cedo
AeroalérgenosÁcaros da poeira, mofo, pelos de animais — em crianças sensibilizadasAmbiente arejado e sem mofo; limpeza com pano úmido; medidas específicas só se houver sensibilização comprovada
Fumaça de tabacoExposição ativa ou passivaAmbiente livre de fumo
EmocionaisEstresse, ansiedade, mudanças de rotinaRotina previsível, sono preservado, apoio emocional
AlimentosEm um subgrupo de crianças (veja o quadro abaixo)Restringir apenas com diagnóstico confirmado

Alimento causa dermatite atópica?
A alergia alimentar coexiste em cerca de 30% das crianças com DA moderada a grave, principalmente lactentes que não respondem ao tratamento habitual. Ovo, leite de vaca e trigo estão entre os mais envolvidos, além do amendoim. Na maioria das crianças, porém, o alimento não é o gatilho principal.
Um exame positivo mostra apenas sensibilização — não prova que o alimento causa as crises. E cortar leite, ovo ou outros alimentos sem confirmação pode prejudicar o crescimento e o desenvolvimento. A investigação deve ser feita com o médico, com história clínica, testes e, quando indicado, provocação oral supervisionada.
Um ponto importante: em bebês com eczema grave ou alergia ao ovo, a introdução precoce e supervisionada do amendoim reduziu a alergia a esse alimento no estudo LEAP. É uma decisão a ser tomada com o pediatra ou o alergista — não em casa.

Como a Dermatite Atópica Aparece em Cada Idade

A aparência e a localização das lesões mudam com a idade — o que ajuda a distinguir a DA de outras doenças.

FaseIdade aproximadaOnde apareceComo é
LactenteDo nascimento até cerca de 2 anosFace (bochechas, testa), poupando a região central; tronco; superfícies extensoras dos membros — joelhos e cotovelos, pelo atrito do engatinharVermelhidão, pápulas, pequenas vesículas, exsudação e crostas; coceira intensa
Pré-escolar e escolarDe cerca de 2 anos até a puberdadeDobras: cotovelos, joelhos, pescoço, punhos e tornozelosPele seca, mais espessada (liquenificação), com marcas de coçadura
AdolescentePuberdade em dianteDobras, mãos, pescoço, rosto e pálpebrasPlacas secas e espessadas; coceira difícil de controlar

2-1-1024x576 Dermatite Atópica na Infância: Sintomas, Causas, Tratamento e Cuidados no Dia a Dia

Sinais que costumam acompanhar

  • Pele seca em todo o corpo, mesmo fora das crises.
  • Dupla prega sob os olhos (prega de Dennie-Morgan), em cerca de 60% dos casos.
  • Manchas claras e descamativas no rosto e nos braços (pitiríase alba), comuns em crianças — em 40% a 60% dos atópicos.
  • Pequenas “bolinhas” ásperas nos braços e coxas (queratose pilar), em cerca de 30% das crianças e adolescentes com DA.
  • Lábios ressecados e fissuras atrás das orelhas.
Quando procurar avaliação com urgência
Lesões com secreção, pústulas ou crostas cor de mel: podem indicar infecção bacteriana.
Bolhinhas agrupadas ou feridas “perfuradas”, com febre ou prostração: podem ser infecção herpética sobre o eczema e exigem atendimento no mesmo dia.
Coceira que tira o sono por várias noites seguidas.
Piora rápida, lesões muito extensas ou pele vermelha em grande parte do corpo.
Nenhuma melhora após 1 a 2 semanas de cuidados bem feitos.

Como É Feito o Diagnóstico?

O diagnóstico é essencialmente clínico: baseia-se na história (coceira, lesões que vão e voltam, histórico familiar de atopia) e no exame da pele, considerando a idade e a distribuição das lesões. Os critérios de Hanifin e Rajka são a referência clássica.

Não existe exame de sangue que “confirme” a dermatite atópica. A IgE total elevada e o aumento de eosinófilos são frequentes, mas inespecíficos — e cerca de 20% dos pacientes têm IgE normal. Os testes alérgicos (teste cutâneo e IgE específica) ficam reservados à investigação de gatilhos específicos, e um resultado positivo, sozinho, não prova que aquele fator causa as crises.

O que pode se parecer com a dermatite atópica

  • Dermatite seborreica do lactente: couro cabeludo, axilas e virilha, pouca coceira, melhora após o primeiro ano — pode coexistir com a DA. Veja: Dermatite Seborreica.
  • Dermatite de contato, irritativa ou alérgica (por exemplo, ao níquel): suspeitar quando mãos, pés, região ao redor dos olhos e da boca não respondem ao tratamento.
  • Eczema numular: lesões arredondadas, em “moeda”.
  • Escabiose (sarna): coceira intensa, pior à noite, que costuma atingir mais de uma pessoa da casa.

Como se mede a gravidade

O índice SCORAD combina a extensão das lesões, sua intensidade e os sintomas (coceira e perda de sono): abaixo de 25 pontos, a doença é considerada leve; de 25 a 50, moderada; acima de 50, grave. O EASI é outro índice usado, e existe uma versão para pais e cuidadores (PO-SCORAD). A gravidade orienta o tratamento.

Tratamento da Dermatite Atópica na Criança

O tratamento tem três objetivos: restaurar a barreira da pele, controlar a inflamação nas crises e reduzir a coceira, com orientação à família e redução dos gatilhos. O consenso da Sociedade Brasileira de Dermatologia descreve a base do manejo: hidratação da pele, anti-inflamatórios tópicos, evitação de gatilhos e programas educativos. A terapia sistêmica fica reservada para a doença grave refratária, após falha do tratamento tópico.

1. Hidratação diária: a base de tudo

Hidrate todos os dias, inclusive quando a pele está boa. Aplique em quantidade generosa, no corpo inteiro, de preferência logo após o banho, com a pele ainda levemente úmida, e reaplique ao longo do dia nas áreas mais secas. O guia ASBAI/SBP considera os hidratantes parte fundamental do tratamento, com ação preventiva de crises.

CritérioPrefiraEvite
TexturaCremes e pomadas emolientes para pele muito seca; loções mais leves para pele pouco ressecadaLoções muito fluidas ou com álcool
ComposiçãoSem perfume e sem corantes; com ceramidas, glicerina, petrolato ou colesterolFragrâncias, óleos essenciais e outros potenciais sensibilizantes
UreiaSomente com orientação médicaUso por conta própria em pele lesada ou em bebês: pode arder
EmbalagemPote ou bisnaga que permita usar a quantidade necessáriaFrascos pequenos que levam a “economizar” o produto

Hidratar o recém-nascido previne a dermatite atópica?
Dois grandes ensaios clínicos randomizados — o BEEP, com 1.394 bebês de alto risco, e o PreventADALL, na população geral — não mostraram que a aplicação diária de hidratante desde o nascimento previne o aparecimento da DA; no BEEP, houve ainda indício de mais infecções de pele. Isso não muda o papel do hidratante no tratamento depois que a doença aparece, mas mostra que ele não deve ser apresentado como forma de evitar a doença.

2. Banho e higiene

  • Banho morno (não quente) e curto, de cerca de 5 a 10 minutos; pode ser diário.
  • Sabonete líquido suave, sem perfume, apenas nas áreas necessárias (dobras, mãos, pés, região genital). Evite sabão em barra comum, que é alcalino, e buchas.
  • Seque com toalha macia, por toques, sem esfregar — e hidrate em seguida.
  • Piscina: enxágue e hidrate logo depois; o cloro irrita a pele atópica.

3. Medicamentos tópicos nas crises

Corticoides tópicos são a primeira linha para controlar a inflamação nas crises. A potência e o tempo de uso dependem da idade, do local e da gravidade — rosto e dobras, por exemplo, pedem produtos mais suaves. Usados com orientação médica, são seguros e eficazes. Os problemas surgem com o uso prolongado, em alta potência e sem acompanhamento — e também com o medo exagerado (“corticofobia”), que leva a interromper o tratamento cedo e a crises que se arrastam.

Inibidores de calcineurina (tacrolimo e pimecrolimo) são uma alternativa sem corticoide, úteis em áreas sensíveis, como face, pálpebras e dobras, e na manutenção. As faixas etárias de uso são definidas em bula.

Coceira: os anti-histamínicos orais têm benefício limitado na dermatite atópica; a melhor forma de aliviar a coceira é controlar a inflamação e manter a pele hidratada. Unhas curtas e limpas reduzem as lesões por coçadura.

Infecções: a infecção secundária precisa ser reconhecida e tratada precocemente — o consenso brasileiro é enfático nesse ponto.

4. Casos moderados a graves

Quando a doença não é controlada com tratamento tópico bem conduzido, entram outras opções, decididas em conjunto pelo médico e pela família:

  • Fototerapia: complemento válido, especialmente na doença crônica e em adultos; em crianças, a indicação é individualizada.
  • Imunossupressores sistêmicos (como a ciclosporina): reservados à doença grave refratária.
  • Biológicos, como o dupilumabe, que bloqueia a IL-4 e a IL-13: aprovado no Brasil para crianças com dermatite atópica moderada a grave sem controle com o tratamento tópico, com faixa etária conforme a bula vigente.
GravidadeAbordagem geral
LeveHidratação diária, banho adequado e controle de gatilhos; corticoide tópico suave ou inibidor de calcineurina nas crises
ModeradaTudo isso, com anti-inflamatório tópico de forma mais estruturada, acompanhamento regular e investigação de gatilhos alérgicos e infecciosos
Grave ou refratáriaAvaliação especializada; fototerapia, imunossupressores ou biológicos conforme cada caso

O que evitar
Usar corticoides, pomadas “de farmácia” ou receitas de outras pessoas sem orientação médica.
Aplicar receitas caseiras, chás, óleos essenciais ou produtos “naturais” sobre a pele inflamada.Fazer dietas de exclusão por conta própria.
Interromper o tratamento assim que a pele melhora — combine com o médico o plano de manutenção.

Rotina de Cuidados: Como Prevenir as Crises

  • Hidratação diária e banho morno e curto, como vimos acima.
  • Roupas de algodão, leves; evite lã e sintéticos, corte etiquetas, lave as roupas novas antes do uso e prefira sabão suave, com bom enxágue e sem amaciante perfumado.
  • Unhas curtas e limpas. Em bebês, luvinhas finas de algodão à noite podem ajudar como apoio.
  • Ambiente arejado e sem mofo, com limpeza feita com pano úmido, roupa de cama lavada com regularidade e sem fumaça de cigarro. Capas antiácaros e outras medidas específicas fazem sentido apenas quando há sensibilização comprovada e doença moderada a grave.
  • Umidificador: não há evidência firme de que previna crises (os estudos sobre umidade são conflitantes). Se usar, mantenha-o higienizado para não favorecer mofo.
  • Calor e suor: evite excesso de agasalho; após suar, banho e hidratação.
  • Alimentação variada, rica em frutas, vegetais e peixes, associa-se a menor prevalência de doenças alérgicas em estudos observacionais. Mas não existe “dieta anti-dermatite” — e restrições só com indicação médica.
  • Sono e emoções: rotina previsível e diálogo com a escola. Cuidar do emocional faz parte do tratamento.

Impacto no Sono, na Escola e na Família

A coceira rouba o sono — e noites mal dormidas significam irritabilidade, dificuldade de concentração e cansaço para a criança e para os pais. Nas formas moderadas e graves, o impacto emocional pode ser tão importante quanto as lesões. Por isso, conversar sobre sono, escola e humor faz parte do acompanhamento, que deve incluir a família.

O Que Esperar ao Longo do Crescimento?

A boa notícia: a maioria melhora. Segundo o guia ASBAI/SBP, cerca de 60% dos pacientes têm melhora importante ou desaparecimento das lesões na fase pré-puberal. A persistência na vida adulta é mais provável quando a doença começa cedo, é grave, há histórico familiar e sensibilização alérgica precoce.

Parte das crianças também desenvolve outras doenças alérgicas — rinite, asma ou alergia alimentar: a chamada marcha atópica. Rinite e asma são mais frequentes entre crianças com DA (até cerca de 45%) e mais ainda nas formas graves, mas ter dermatite atópica não significa que a criança terá asma. O acompanhamento regular permite identificar e tratar essas associações cedo. Se a doença persistir ou surgir na vida adulta, veja Como identificar e controlar a Dermatite Atópica em Adultos.

84 Dermatite Atópica na Infância: Sintomas, Causas, Tratamento e Cuidados no Dia a Dia

Perguntas Frequentes — Dermatite Atópica na Infância

A dermatite atópica é contagiosa?

Não. Não passa de uma criança para outra, nem por toque, roupas ou piscina.

A dermatite atópica tem cura?

É uma doença crônica, sem cura definitiva no momento, mas controlável. A maioria das crianças melhora com o crescimento, e o objetivo do tratamento é manter a pele calma por longos períodos.

Corticoide tópico faz mal para criança?

Quando prescrito com potência, local e duração adequados, é seguro e é a primeira linha para controlar as crises. O risco está no uso sem orientação, prolongado e em alta potência.

Preciso cortar leite, ovo ou outros alimentos?

Não de rotina. A restrição só deve ser feita com diagnóstico de alergia alimentar confirmado pelo médico: dietas sem indicação podem causar deficiências nutricionais e prejudicar o crescimento.

Posso dar banho todos os dias?

Sim. O banho deve ser morno, curto, com sabonete suave nas áreas necessárias, seguido de hidratante logo após secar.

Amamentar ou usar probióticos previne a dermatite atópica?

O efeito protetor do aleitamento contra a DA é controverso nos estudos. Os probióticos mostraram alguma redução da doença em metanálises, mas seu papel no tratamento ainda está em estudo. Nenhum deles substitui os cuidados com a pele.

Conectando os Capítulos

Este capítulo olhou a dermatite atópica pela lente da infância: como ela se apresenta em cada idade, o que desencadeia as crises e como o tratamento é construído. A visão geral está no Capítulo 1 (página-pilar) e a doença no adulto, no Capítulo 3.

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Referências

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CARVALHO, V. O. et al. Guia prático de atualização em dermatite atópica – Parte II: abordagem terapêutica. Posicionamento conjunto da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia e da Sociedade Brasileira de Pediatria. Arq Asma Alerg Imunol, v. 1, n. 2, p. 157-182, 2017.

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📖 Trilha de Aprendizagem — Dermatite Atópica

🟢 Pilar: Dermatite Atópica: Causas, Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
🟢 Capítulo 1 — Dermatite Atópica na Infância (você está aqui)
🟢 Capítulo 2 — Como Identificar e Controlar a Dermatite Atópica em Adultos

Nesta coleção você aprenderá:
✔ Visão geral da dermatite atópica ·
✔ Dermatite atópica na infância ·
✔ Dermatite atópica no adulto

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O Guia de Estudos em Dermatologia Clínica é um projeto em constante construção. Novos capítulos desta coleção são publicados periodicamente para oferecer conteúdo atualizado, baseado em evidências científicas e organizado de forma progressiva para facilitar o aprendizado.


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